Como a pandemia impactou as escolas de aviação e futuros pilotos

Escola de aviação
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Se na aviação comercial, a demanda despencou com a pandemia da covid-19, nas escolas de aviação não foi muito diferente. No mundo todo, as companhias aéreas ainda passam por momentos difíceis. Empresas e funcionários já enfrentaram redução do número de voos, da carga horária e dos salários, e demissões em massa quando não há alternativa.

Se no último trimestre de 2019 o mercado dava sinais de prosperidade, com potencial de crescimento em decorrência da expansão das viagens na Ásia, o início de 2020 foi bem diferente. Por volta de março, a maior parte das frotas foi paralisada e as fronteiras de diversos países se fecharam para o turismo internacional.

Com a recomendação de isolamento social, os voos nacionais também caíram drasticamente, inclusive as viagens de trabalho. Não demorou muito para que as vídeo-conferências solucionassem o problema das distâncias, reduzindo a necessidade de deslocamento.

Enquanto isso, diversos pilotos, comissários de bordo e demais trabalhadores da área foram afastados, dispensados ou tiveram suas horas reduzidas. Muitos pilotos perderam inclusive a prática por causa do trabalho parado.

E embora o avanço da vacinação já comece a dar sinais positivos, com aumento das demandas por voo nacionais e a expectativa da retomada do comércio e do turismo, ainda não é possível afirmar quando as coisas voltarão ao normal.

Enquanto isso, as escolas de aviação, que formam profissionais da área, também enfrentam dificuldades. Entre eles está a redução do número de alunos e o aumento dos custos de operação. Entenda o que mudou e saiba como isso impacta no seu futuro como aluno e no mercado de aviação como um todo.

Como as escolas de aviação enfrentam a pandemia

Segundo Leandro Lopardi, diretor do Aeroclube de Juiz de Fora (ACJF), as escolas de aviação vêm enfrentando desafios semelhantes às companhias aéreas. Com a pandemia, a escola precisou lidar com a redução da demanda, o aumento do preço do combustível e a necessidade de realizar cortes de gastos.

“A pandemia acabou interrompendo um grande desenvolvimento na área que vinha acontecendo desde o último trimestre de 2019 até o início da pandemia, em 2020. Muitas escolas deixaram de contratar instrutores e tivemos que lidar com o aumento dos custos causados pela crise”, lamenta.

Como consequência, os alunos também foram impactados de duas maneiras, explica Lopardi: “A primeira foi financeiramente, devido ao aumento do preço das horas de voo. A segunda foi psicologicamente, onde muitos alunos desistiram no meio do curso, pois não tinham perspectivas de melhora dentro do ramo”.

Tentando reduzir os impactos na formação dos alunos e na saúde da empresa, o Aeroclube de Juiz de Fora adotou uma série de medidas protetivas, evitando paralisar as atividades. Priorizando a segurança de alunos e colaboradores, foi adotada a redução de turmas e higienização das aeronaves para descontaminação diária. Sem contar o uso obrigatório de máscaras durante os voos.

“Aplicamos as normas de biossegurança, reduzindo a quantidade de alunos e  higienizando aeronaves todos os dias. Também pedimos para que os alunos comparecessem apenas no horário do voo evitando, assim, aglomerações”, completa Lopardi.

Como o aluno deve se preparar para o futuro

Se você é aluno ou pretende iniciar o curso de pilotagem, e está se perguntando se este é um bom momento para estudar, a resposta é: sim. Segundo o diretor do ACJF, a perspectiva é de que o mercado de aviação retorne à normalidade em meados do segundo trimestre de 2022. Ou seja, é esperado que em menos de um ano sejam retomadas as contratações, haja o aumento de malha aérea e o surgimento de novos HUB’s.

Mas para que pilotos comerciais e alunos em formação aproveitem esse momento, é preciso que estejam preparados. “A aviação é muito cíclica, o aluno que se preparar hoje, em um período de crise, terá mais chance de ingressar no mercado quando o mesmo voltar a ter uma ascendente de contratações”, explica Lopardi.

No entanto, o diretor também adverte que os alunos precisam se preparar financeiramente, a fim de se prevenir contra a possibilidade de uma nova crise. Ter uma alternativa à carreira de aviação também é válido, para ter uma garantia em momentos difíceis.

Quer começar a se preparar para uma carreira promissora como piloto comercial? Conheça os cursos de piloto privado do Aeroclube de Juiz de Fora.

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