Piloto de caça: como se tornar um Top Gun brasileiro

Piloto de caça da FAB
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Se você já assistiu ao clássico filme “Top Gun: Ases Indomáveis” e se perguntou se era possível se tornar um piloto de caça, saiba que existe um caminho. No Brasil também existem combatentes que arriscam suas vidas para defender o espaço aéreo nacional e ainda fazem manobras radicais no céu. Mas, assim como no filme, chegar lá não é nada fácil.

Com o objetivo de vigiar, controlar e defender o espaço aéreo, a Força Aérea Brasileira (FAB) é dividida em três escolas. A intendência e a aviação possuem agentes de ambos os sexos. Já a infantaria aceita apenas homens.

Para se tornar um aviador militar, os cadetes passam por um treinamento rigoroso. O aluno precisa ter muito preparo físico e psicológico, além de foco para não desmotivar diante dos desafios. Somente aqueles que estiverem mais preparados serão capazes de atuar em missões, sabendo utilizar todos os recursos que as aeronaves têm em combate.

Embora o piloto de caça tenha uma formação diferente dos demais oficiais, essa diferenciação só acontece no curso de especialização. Ou seja, para ingressar e se formar na Academia da Força Aérea, os candidatos a cadetes precisam enfrentar desafios parecidos. Só depois ele irá optar por se tornar um piloto de caça, transporte ou asa rotativa da FAB.

Confira a seguir qual o caminho para se tornar um piloto de combate no Brasil.

Como se tornar um piloto da FAB

Para se tornar um piloto da Força Aérea Brasileira, o preparo pode acontecer desde o ensino médio, através da EPCAR. Ou você pode pular esta etapa e concorrer por uma vaga na Academia e ingressar no GITE depois de se formar piloto militar. Entenda a seguir:

EPCAR

Ao cursar o ensino médio na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG), você garante uma vantagem sobre os demais concorrentes que buscam ingressar na Academia da Força Aérea (EFA).

Mas só os alunos que tiverem as maiores novas e passarem no Teste de Aptidão para Pilotagem Militar (TAPMIL) terão suas vagas garantidas no Curso de Formação de Oficiais Aviadores, que dura cerca de 4 anos. O teste envolve o uso de simulador de voo, que avalia a capacidade psicomotora do candidato.

AFA

Se você fez seu ensino médio em uma escola civil, é possível ingressar na Academia da Força Aérea (AFA) através de concurso. As vagas são tão concorridas quanto de cursos de medicina e direito, e você deve ter entre 17 e 23 anos para participar.

A prova exige questões de Língua Portuguesa e Inglesa, Matemática, Física e uma redação de tema proposto. O candidato também precisa ser aprovado no TAPMIL. Outros testes envolvem condicionamento físico, inspeção de saúde e exame psicológico.

Ao ingressar na AFA o aluno é chamado de cadete aviador. O primeiro ano do curso é completamente teórico, com leituras do manual das aeronaves, aprendizado sobre procedimentos de voo e afins.

É apenas a partir do segundo ano que os cadetes podem começar a pilotar com aeronaves T25 e T27 Tucano (antigamente usada pela Esquadrilha da Fumaça). Os alunos também recebem treinamento físico, com aulas de atletismo e outras modalidades esportivas, inclusive esgrima.

Após os quatro anos de curso, o aluno se forma com 150 horas de voo e os diplomas de Ciências Aeronáuticas e Administração. Aqueles que se destacam na turma podem receber a chance de se tornar um piloto de caça. Os demais, podem se candidatar a aviação de transporte, patrulha, reconhecimento ou piloto de helicóptero.

Saiba mais no site da FAB.

GITE

Para se tornar pilotos de combate, os Aspirantes a Oficial Aviador precisam realizar o Curso de Tática Aérea. A formação leva um ano e é ministrada pelo Grupo de Instrução Tática e Especializada (GITE), na base aérea de Natal (RS). Lá, os alunos se dividem em três esquadrões:

  • Os pilotos de caça seguem para o Esquadrão Joker, que realiza aulas nas aeronaves F-5 e A-29 Super Tucano para aprender a defender o espaço aéreo.
  • Pilotos de transporte, patrulha e reconhecimento compõem o Esquadrão Rumba, com aeronaves Bandeirante C-92, Airbus Casa C-295, C-130 Hércules e Boeing 767.
  • Já o Esquadrão Gavião forma pilotos de asas rotativas, que aprendem a realizar salvamentos e transporte de pessoas e cargas com helicópteros H-50 Esquilo, EC725 e Black Hawk.

Durante o curso, os pilotos passam por aulas teóricas e práticas, simulações e avaliações para aprender a se preparar para diferentes missões. Ao concluir o curso, o piloto deve continuar se especializando para progredir na carreira e conquistar patentes mais altas.

Outras carreiras de piloto

Além da carreira militar, quem sonha em ser aviador pode atuar como piloto em companhias aéreas. Para isso, você deve realizar a formação de piloto privado e piloto comercial, e ser aprovado nas provas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Esse mercado é bastante amplo e a formação tem duração mais curta se comparado à formação militar.

Quer iniciar sua formação como piloto privado? Conheça os cursos do Aeroclube de Juiz de Fora.

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