Como a pandemia afetou a carreira de pilotos

Carreira de pilotos
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Um dos primeiros setores a ser atingido com o início da pandemia da Covid-19 em 2020 foi a aviação. Para tentar reduzir os níveis de contágio, diversos países fecharam as suas fronteiras e deixaram de receber turistas internacionais. Com o tempo, mesmo voos nacionais tiveram seus números reduzidos. Com isso, o mercado de turismo como um todo foi afetado.

De um lado, as pessoas deveriam abrir mão das viagens de lazer em prol da própria segurança, fazendo o isolamento social. Do outro lado, as viagens a trabalho foram substituídas por videoconferência, uma tendência que foi recebida com bons olhos pelas empresas, pois se mostrou tão barata e eficiente quanto o deslocamento.

Assim, diversas companhias aéreas precisam tomar medidas drásticas para se manter. A Avianca Brasil deixou o país para investir na Ásia. Latam sofreu com demissões, e Azul e Gol optaram pela redução da jornada de trabalho e dos salários. Como consequência, diversos profissionais precisaram se reinventar para continuar na profissão, inclusive os pilotos.

Hoje, o mercado exige atualização dos profissionais de voo para garantir um diferencial quando o setor se normalizar. Esses mesmos pilotos também precisam se manter em dia com sua habilitação para estarem preparados para novas contratações.

Você está pronto para voar após a crise? Conheça os desafios que os pilotos têm enfrentado em decorrência da pandemia e saiba o que é possível fazer para se destacar na retomada do mercado.

Pilotos parados na pandemia precisam se requalificar

Antes da pandemia, a expectativa era de que houvesse um alto número de contratações nos próximos anos para atender à expansão das viagens na Ásia. Desde 2020, porém, a maior parte das frotas foi paralisada e houve uma redução drástica do número de voos, assim como em outros setores de transporte de passageiros que servem ao turismo.

Segundo uma pesquisa realizada com 2.600 pilotos pela Goose Recruitment e FlightGlobal, e divulgada pela Reuters no início de 2021, 57% dos pilotos de companhias aéreas deixaram de voar por causa da queda da demanda durante a pandemia. Enquanto 30% estavam desempregados, 17% foram dispensados e 10% passaram a atuar em outras áreas.

Entre os pilotos desempregados, 84% dos entrevistados afirmaram que perderam o cargo devido à pandemia. No entanto, 82% desses desempregados disseram que teriam aceitado uma redução salarial para manter seus empregos.

A expectativa do mercado é de que a aviação doméstica seja a primeira a se recuperar. Com o avanço da vacinação no Brasil e a recuperação econômica, a tendência é que o turismo internacional volte a movimentar o setor brasileiro aos poucos. A lógica é que, com a população vacinada, o Brasil se torna um destino mais seguro e os brasileiros também voltarão a ser recebidos sem empecilhos em outros países.

Enquanto isso não acontece, profissionais já formados buscam outros setores do mercado para continuar na ativa. Alguns apostam nos jatos executivos, outros migram para a área de instrução de voo até que as companhias aéreas voltem a abrir seleções.

Para esses profissionais, o mais importante é não ficar parado. Em alguns casos, pilotos que retornam ao trabalho têm cometido erros por falta de prática. Eles ficaram muitos meses sem pilotar e acabavam esquecendo alguns protocolos de voo, como acionar certos botões, manter a altitude atribuída ou até pedir autorização de pouso.

Episódios do tipo chegaram a  ser registrados em relatórios arquivados pelo sistema federal dos Estados Unidos que rastreiam erros de aviação. É por isso que pilotos que não atuam há mais de 90 dias precisam passar por reabilitação, inclusive no Brasil, por norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No entanto, alguns pilotos podem apresentar dificuldades mesmo em um intervalo de tempo menor. 

Para evitar esse tipo de ocorrência, que pode prejudicar tanto a carreira quanto comprometer a segurança, o ideal é continuar adquirindo horas de voo em aeroclubes, por exemplo. Algumas escolas, como o Aeroclube de Juiz de Fora, dispõem inclusive de simulador de Boeing 737-NG. Os cursos teóricos EAD também contribuem para a requalificação.

O que os novos pilotos precisam fazer para entrar no mercado

Quem sonha em se tornar um piloto comercial tem muito caminho pela frente. Embora o momento atual seja difícil para diversos setores da economia, as oportunidades voltarão a surgir com o tempo, e essas vagas serão conquistadas por aqueles que estiverem mais preparados. Por isso, é importante que você comece a se preparar desde cedo em uma escola de avião certificada pela Anac e com profissionais competentes.

Antes de fazer parte de uma companhia aérea, é preciso que você se forme um piloto privado. Essa habilitação é dada a alunos que completam 3 meses de aulas teóricas e 44 horas de voo, e são admitidos nas provas da Anac.

Em seguida, o aluno precisa passar pelo curso de piloto comercial e receber uma nova habilitação. As empresas também podem exigir um número mínimo de horas de voo e especializações. Saiba mais neste post.

Se você vai começar a sua formação de piloto ou está realizando o processo, é muito importante aproveitar cada momento das aulas. Pilotar implica em ter um conhecimento vasto e aplicar muita técnica. Qualquer dúvida precisa ser esclarecida e quanto mais curioso for o aluno, mais ele poderá questionar e aprender.

Para ter uma oportunidade de entrar no mercado de trabalho, é preciso se manter atualizado. Isso significa ter fresco na mente toda a parte teórica do funcionamento das aeronaves e como utilizar as mais diversas ferramentas e técnicas de voo, entre outros conceitos.

Para os pilotos recém-formados, é importante ter um acumulado de horas de voo recentes para que não haja perda da prática. Você pode fazer aulas práticas tanto em aeronaves quanto em simuladores de voo.

Conheça os cursos do Aeroclube de Juiz de Fora e encontre a melhor opção para decolar a sua carreira.

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