Comissário de bordo: como trabalhar em companhias aéreas

Comissário de bordo
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Assim como muitas pessoas sonham em se tornar pilotos, outros têm o desejo de viver nas alturas atendendo e cuidando dos passageiros. Embora, na maioria dos voos, a gente veja os comissários de bordo auxiliando as pessoas a encontrarem seus assentos e prenderem os cintos, ou servindo lanches, essa é a parte mais tranquila da profissão.

O comissário de bordo tem uma função de extrema importância que envolve a segurança de todos os passageiros. E sempre que embarcamos em um avião, esperamos não precisar utilizar esse serviço.

Esses profissionais são altamente treinados para manter a ordem em casos de emergência, aplicando medidas de segurança e técnicas de salvamento. Eles não só garantem o conforto dos passageiros, mas também a saúde e bem-estar, orientando sobre como devem agir em uma situação de turbulência, despressurização ou pouso de emergência, por exemplo. Os comissários de bordo também são preparados para prestar primeiros socorros.

Nesse post, vamos te contar como se preparar para se tornar um comissário de bordo, como integrar uma companhia aérea e desenvolver sua carreira neste mercado.

Como se tornar comissário de bordo?

Para começar sua trajetória como comissário de bordo, é preciso muito estudo e dedicação. O primeiro passo é a realização do curso profissionalizante, feito em uma escola certificada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Atualmente, é possível cursar tanto presencialmente, quanto no modelo híbrido de ensino, o semipresencial. O candidato precisa ter concluído o Ensino Médio e ter mais de 18 anos.

Curso teórico

O curso tem duração de três a seis meses e envolve quatro módulos. Durante a formação, o aluno irá aprender: conceitos gerais sobre o funcionamento da aeronave; primeiros socorros; como proceder em situações de emergência ou que arriscam a segurança da aeronave e dos passageiros; técnicas de sobrevivência; dentre outros temas.

Exame médico

Por ser uma profissão que exige desempenho físico e psicológico, o aluno precisará comprovar que está preparado para exercer a função. Para isso, ele deve realizar um exame médico para receber o Certificado Médico Aeronáutico (CMA), se aprovado.

Curso prático

Depois do curso teórico e do exame médico, a formação não para por aí. Os candidatos precisam realizar um treinamento na selva, onde irão aprender e praticar técnicas de sobrevivência. Isso serve para prepará-los para lidar com as consequências de um pouso de emergência na mata ou no mar. Os comissários de bordo precisam saber como salvar e manter a vida da tripulação e dos passageiros enquanto o socorro não chega.

Prova final

Por fim, o aluno precisa se submeter ao exame da ANAC e acertar 70% das questões da prova. Só então ele receberá o Certificado de Conhecimento Teórico (CCT) e poderá se candidatar para uma companhia aérea.

Saiba o que é preciso para se tornar piloto privado.

Como são as contratações na área?

Para ingressar em uma companhia aérea, é preciso participar das seleções e preencher uma vaga na empresa desejada. O mercado costuma exigir provas de português e língua estrangeira, geografia e raciocínio lógico. A seleção também inclui teoria e simulação de situação a bordo, além do exame toxicológico.

Quando contratado por uma companhia aérea, o comissário de bordo recebe uma nova carga de treinamento por conta da empresa. Só então você recebe o Certificado de Habilitação Técnica (CHT) e pode atuar nos voos. O documento precisa ser renovado a cada 2 anos.

Como ter crescimento na carreira?

Geralmente as companhias aéreas valorizam o tempo de carreira e tendem a beneficiar profissionais que se dedicam há mais tempo a elas.

Quem não tem experiência começa pelos voos domésticos, que acontecem dentro do território nacional. À medida que o comissário de bordo acumula experiência, ele poderá ser promovido a chefe de cabine ou trabalhar em voos internacionais.

Esse costuma ser o grande objetivo para profissionais que sonham em conhecer diversos países e culturas enquanto trabalham. Em geral, esses são voos mais longos e mais bem remunerados. Por outro lado, essa opção tende a ser evitada por profissionais casados e com filhos, pois a rotina pode ser desgastante, além de limitar as relações sociais.

De qualquer maneira, se você quer ingressar e crescer na área, é muito importante investir em cursos de língua estrangeira e outros complementares. As empresas também valorizam profissionais que conhecem muito sobre as aeronaves onde atuam e estão sempre procurando se especializar.

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