Inspeção pré-voo

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Fala, comandante!

No texto de hoje iremos falar sobre a inspeção pré-voo (preflight inspection), também conhecida como externa, uma etapa obrigatória, que requer conhecimento e exatidão nos procedimentos. 

O pré-voo é um dos checks necessários, sendo esta também uma parte da manutenção que é de única e exclusiva responsabilidade dos pilotos. No caso do treinamento de voo, o aluno deve fazer essa verificação na presença de um instrutor.

Essa inspeção é realizada com o objetivo de certificar que a aeronave está legalmente aeronavegável e em condições para um voo seguro.  

O procedimento é feito a partir de uma checklist – que pode variar de aeronave para aeronave -, assim, são observados o estado geral do avião, dos motores, do combustível durante a drenagem, do nível de óleo, inspeção dos pneus, enfim tudo que possa comprometer o voo.

Fonte: Standard Operating Procedure Cessna – C152

Afinal, o que deve ser feito?

Antes de iniciar a inspeção visual da aeronave, o primeiro item a ser observado é a verificação do diário de manutenção do avião. Nele, você irá conferir se todos os testes, inspeções e manutenções foram realizadas, confirmando, dessa forma, se a aeronave está liberada para voo.

Feito isso, tenha em mãos o frasco de dreno de combustível e o Preflight Inspection Checklist.

A vistoria na aeronave (walk-around) deve seguir a ordem de cada item listado. 

Importante: O aluno-piloto deve iniciar a inspeção externa a partir da porta da aeronave e caminhar em volta dela até retornar ao ponto inicial.

CABIN (CABINE)

Ao entrar no avião, deve ser observado a sua condição geral e limpeza. E, com o checklist, você deverá realizar a inspeção seguindo a sequência corretamente. 

Neste momento, um dos itens a serem executados e verificados, são:

  • Travas retiradas;
  • ignição desligada;
  • bateria;
  • flap recolhido etc.;

FUSELAGE AND EMPENNAGE (FUSELAGEM E EMPENAGEM)

Checar, tanto o lado direito quanto o esquerdo da fuselagem, observando toda integridade estrutural, olhando a fixação dos rebites, janelas de inspeção, luzes de posição e antenas, devendo ser relatada toda e qualquer irregularidade ao instrutor.

Na empenagem, deve ser observado a fixação e lubrificação das superfícies de comando com movimentos leves.

RIGHT WING (ASA DIREITA)

Na asa direita, deve ser verificado flap e aileron, o correto movimento das superfícies de comando, integridade da superfície da asa, como: atentar para rachaduras, sujeira, marcas ou choques no material, assim como fixação do trem de pouso e raiz da asa. 

Outro ponto importante nessa inspeção é a quantidade e abastecimento do combustível, e verificar se há alguma obstrução no suspiro do tanque de combustível. Além disso, pilotos responsáveis levam em consideração se a qualidade e a quantidade do combustível estão corretas.

Como forma de verificar o tipo de combustível, cor, cheiro e presença de sujeira, deve ser drenado uma quantidade suficiente de combustível de cada tanque.

NOSE, LEFT WING & LANDING GEAR (NARIZ, ASA ESQUERDA E TREM DE POUSO)

Nesta etapa, deve ser checado a marcação do pneu, calibragem, observando se há vazamentos e demais anormalidades; freios, amortecedores, nível de óleo do motor, tomada de pressão estática verificando possíveis obstruções, condições do spinner e hélice – ela deve deve estar firme e segura, atentando-se para rachaduras, corrosão ou ferrugem.

Na asa esquerda, o procedimento é o mesmo realizado na asa direita, exceto a verificação do pitot e a retirada de sua cobertura de proteção.

Por fim, para garantir que todos os principais itens do checklist foram examinados, tanto o aluno como o instrutor deverão realizar o procedimento de walk-around.

O Aeroclube de Juiz de Fora, possui e disponibiliza aos alunos o SOP –  Standard Operating Procedure (Procedimento Operacional Padrão) e isso é feito com o objetivo de contribuir com  a capacitação, padronização do ensino básico de pilotos e com o bom aproveitamento nas missões de treinamentos e a sua segurança de voo.

Além disso, a nossa escola possui uma oficina própria, homologada por técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) desde novembro de 2020.

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